Depois de quase 30 anos, as obras do Centro Clínico do Hospital da Brigada Militar (CCBM) finalmente serão retomadas e concluídas em sete meses. No prédio inacabado, no bairro Tristeza, em Porto Alegre, a governadora Yeda Crusius assinou, nesta quinta-feira (16), ordem de serviço que autoriza R$ 2 milhões de investimentos para encerrar uma história que começou em 1981, quando se iniciou a construção do prédio, três vezes interrompida.
O Centro atenderá 8 mil pessoas/mês, terá 23 consultórios, e 30% dos seus serviços serão para segurados do IPE. "Essa obra espelha o que o Rio Grande passou nos últimos 37 anos: o desequilíbrio financeiro", disse o secretário de Obras Públicas, José Carlos Breda. "As grandes vitórias não são feitas de facilidades", completou a governadora.
"O governo" - continuou Yeda - "não vai dormir nos louros do déficit zero. O caminho mal começou". A governadora reiterou a determinação de continuidade do ajuste fiscal, da gestão responsável e do uso do dinheiro público para melhorar a vida da população. Com 7,5 mil metros quadrados de área, o atendimento do CCBM será triplicado e os 23 consultórios tratarão de múltiplas especialidades. Serão feitos exames sofisticados de oftalmologia, otorrinolaringologia, audiometria e endoscopia digestiva.
A capacidade de atendimento em relação ao antigo ambulatório aumentará 115%. Uma rede lógica garantirá comunicação via computadores, e os pacientes terão prontuário eletrônico. Haverá também mais eficiência e qualidade na assistência multidisciplinar. Poderão ser realizados 200 procedimentos cirúrgicos/mês de pequeno porte na ala reservada ao centro cirúrgico ambulatorial.
No Centro, serão prestados ainda atendimentos psicológico, psiquiátrico, de terapia ocupacional, fonoaudiologia e fisioterapia, que são imprescindíveis no tratamento de soldados e bombeiros. O serviço de ginecologia e obstetrícia será ampliado para três consultórios, com privacidade e conforto. E a ala de pediatria vai oferecer vacinação e sala de espera própria para crianças. Estarão à disposição também serviços de radiologia e ecografia - acessíveis aos usuários do IPE.
O comandante-geral da BM, coronel João Carlos Trindade, lembrou a história do Centro Clínico e saudou a decisão de Yeda, "uma gestora guerreira, que sobrepuja todos os obstáculos com elegância e inteligência".
Fonte: Site do Estado
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