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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Estrela deforma e destrói planeta aos poucos

Paula Rothman, de INFO Online

ESA/C Carreau

Estrela deforma e destrói planeta aos poucos

Ilustração mostra o WASP 12b orbitando bem próximo de uma estrela

SÃO PAULO – A 800 anos-luz, na constelação de Auriga, um planeta está sendo lentamente destruído pela própria estrela que orbita.

A descoberta feita por uma equipe internacional ajuda a explicar porque o WASP-12b é tão grande e apresenta uma forma tão estranha, similar à de uma bola de futebol americano.

O exoplaneta, assim chamado porque está localizado fora do Sistema Solar, orbita uma estrela de massa similar a do Sol, no entanto, ele está 75 vezes mais perto dela do que a Terra de seu astro – ou seja, apenas 1.609.344 km.

Como a maioria dos cerca de 400 exoplanetas conhecidos, o WASP-12b, descoberto em 2008, é grande e gasoso, parecido com Júpiter. No entanto ele tem 50% mais massa e cerca de seis vezes o seu volume (para se ter uma idéia, Júpiter pesa 1.898 X 10 24 kg e tem volume  de 143,128 X 10 10 km3) . Além disso, durante o dia, sua temperatura chega a 2500 graus Celsius.

A equipe de cientistas acreditava que algum mecanismo deveria ser responsável por aumentar seu tamanho tanto. A análise de dados coletados pro instrumentos da NASA revelou o culpado: as forças gravitacionais.

Com o WASP-12b tão perto de sua estrela, essas forças são enormes e fazem com que a forma do exoplaneta fique distorcida. Além de deformar, elas criam fricção em seu interior, produzindo calor e a expansão do planeta.

O planeta cresceu tanto que não pode mais conter sua massa e, a cada segundo, perde seis bilhões de toneladas. Nesse ritmo, os cientistas prevêem que ele será destruído em 10 milhões de anos – o que parece muito, mas fará com que o WASP-12b viva pelo menos 500 vezes menos do que a Terra.

Essa é uma oportunidade rara de observar o que acontece com um planeta quando ele entra nos seus estágios finais da vida. A equipe, liderada por  Shu-lin Li do Observatório Nacional Astronômico da China, publicou suas conclusões na edição de 25 de Fevereiro da Nature.

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